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Clipping – Jornal do Comércio: Forebrain quer entender o cérebro do consumidor

Publicado em 16 de Julho de 2018 – por Jornal do Comércio

Com as pessoas buscando cada vez mais experiências de consumo diferenciadas, nada melhor do que conseguir entender o que elas não estão dizendo, e que, muitas vezes, nem se deram conta, para conseguir construir um proposta de valor vencedora.

Esta tem sido a aposta da Forebrain, startup criada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que utiliza ferramentas neurocientíficas para investigar aspectos implícitos e inconscientes das respostas que consumidores têm frente a estímulos do marketing. Recentemente, a empresa conquistou o 2º lugar na categoria Marketing e a 9ª posição no ranking geral da 100 Open Startups, que anualmente apresenta as startups mais atraentes e engajadas do mercado. Em sua terceira edição, o ranking 100 Open Startups é elaborado com base em avaliações de atratividade das startups para o mercado.

“O primeiro impulso dos consumidores é automático e a neurociência oferece a oportunidade de entendermos o que se passa na cabeça deles de forma mais natural”, explica a sócia e coCEO da Forebrain, Ana Souza. Em vez de fazer perguntas aos compradores, como as pesquisas de mercado tradicionais, o time da startup analisa as imagens do cérebro no momento em que a mente é estimulada a comprar algo, por meio de equipamentos como o de eletroencefalograma. Eles avaliam dados como a experiência sensorial do uso do produto e a reação imediata à visualização de uma embalagem ou comercial de televisão, por exemplo. Isso permite perceber detalhes sutis e prestar atenção na emoção envolvida em uma compra.

Para auxiliar neste trabalho, foi lançado em 2013 o Brain, e desde lá foi ganhando ferramentas e inteligência. “É uma plataforma brasileira e com algoritmos proprietários. Temos a maior base de dados nacionais nessa área, como mais de 1 mil comerciais avaliados”, conta Ana. Entre os clientes da Forebrain estão players como L’Oreal, Oi, DPZ&T, Porto Seguro, O Boticário e Coca-Cola.

O próximo passo já está sendo preparado. Os especialistas da empresa estão desenvolvendo uma solução de Inteligência Artificial (IA) que será integrada à plataforma Brain. A ideia é criar uma rede neural que vai relacionar o padrão cerebral das pessoas com o desfecho de mercado, ou seja, em como isso leva a um aumento de vendas ou de visibilidade nas redes sociais. Outra possibilidade é a de saber, com base em campanhas anteriores, quais as chances de se aumentar algum indicador. “Os dados vão ganhar caráter prescritivo. A partir da atividade cerebral, o sistema vai dizer de forma automatizada o que funciona ou não”, explica Ana Souza. Hoje em dia, essas análises são feitas por consultores.

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