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Marketing digital: eficaz ou invasivo?

Lembra do texto “A Comunicação é a alma do negócio, mas como se comunicar melhor?”, já publicado no nosso blog? Nele eu falei sobre como é importante que as marcas comuniquem de forma clara e direta as suas mensagens, evitando correr o risco de não serem entendidas pelo consumidor. Hoje nós vamos continuar falando sobre como se comunicar de maneira eficiente é importante, mas agora levando em conta outro aspecto da comunicação, a abordagem.

Não é mais novidade o crescimento dos e-commerces e o gigantesco investimento em estratégias de marketing digital feito por todas as empresas do mercado. Você já reparou, por exemplo, que volta e meia, quando está usando a internet ou navegando em suas redes sociais, surgem propagandas que “coincidentemente” te apresentam produtos e serviços que você já pesquisou antes? Refletindo sobre isso, comecei a me questionar até que ponto o direcionamento e a personalização das propagandas digitais são vantajosas, e em que momento essas ações começam a ser percebidas como invasão de privacidade.

Um estudo da Ithaca College, em Nova Iorque, trouxe algumas respostas reveladoras para o meu questionamento. Foi percebido pelos pesquisadores que estratégias de marketing direcionadas (como é o caso das que eu citei no parágrafo anterior), geram de maneira geral um efeito positivo na intenção de compra do consumidor, porém esse mesmo efeito é diretamente impactado por o quão específico é esse direcionamento. O estudo demonstrou que as propagandas com abordagens mais amplas, que levam em conta faixa etária, gênero e afins, são justamente as estratégias mais efetivas em gerar uma percepção positiva. Já propagandas hiper personalizadas, direcionadas quase que individualmente à pessoa, tendem a ser percebidas de maneira negativa, gerando inclusive uma redução de 5% na intenção de compra do consumidor.

A autora do estudo, Lisa Barnard, afirma que dados demográficos mais amplos eram mais empregados nas estratégias de marketing, mas que atualmente, com o grande volume de dados pessoais armazenados digitalmente, as estratégias de marketing personalizado têm se tornado mais comuns. A autora ainda reforça: não é porque os dados estão disponíveis, que devam ser utilizados o tempo todo.

Tão importante quanto possuir uma mensagem que se comunique de maneira clara e direta com o público, as marcas precisam estabelecer meios e abordagens de comunicação que não violem o senso de privacidade ou que gerem sentimentos de desconfiança e desconforto no consumidor.

Por isso, é importante entender como suas mensagens estão sendo percebidas pelo seu público. Quer saber como? Clica aqui e conheça algumas metodologias 😉

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