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O que e-Sports tem a ver com Neurociência?

Podemos dizer que hoje em dia os eletronics sports, ou eSports, que envolvem competições profissionais de jogos de videogames, estão mais em evidência do que nunca. Toda essa popularidade coloca em destaque o mundo dos games atraindo marcas e anunciantes que realizam parcerias com ligas, equipes, jogadores individuais, eventos ao vivo, ou mesmo inserem propagandas dentro do jogo, para citar algumas das principais oportunidades.

E não é para menos, já que os números desse setor são realmente invejáveis: a projeção realizada no ano passado pela Newzoo é que já em 2018 aconteça um aumento de 13,5% na audiência dos eSports, o que compreende um público de 380 milhões de pessoas, com um investimento de marca passando de 1 bilhão de dólares em 2021.

Para exemplificar grandes marcas que já investem na categoria, podemos citar a marca de refrigerantes Dr. Pepper, que se aliou à Team SoloMid, com equipes em diversas competições; Doritos no jogo Metal Gear Solid; a automobilística Mercedes Benz, em Mario Kart 8; e Cup Noodle, da Nissin, na franquia de Final Fantasy. No Brasil, a P&G anunciou esse ano que sua marca Gillette irá patrocinar o CBLoL, Campeonato Brasileiro de League of Legends.

Com todo esse destaque, é importante entender o que acontece no cérebro de quem consome esse conteúdo. Um conceito muito estudado dentro desse universo é a Imersão. Diversos estudos comportamentais já apontaram que a imersão é um dos responsáveis pelo mercado de jogos eletrônicos possuir consumidores tão fiéis.

Mas o que é a imersão? Podemos defini-la como um estado de experiência no qual o indivíduo está altamente engajado e envolvido emocionalmente. Esse tipo de experiência requer o mais alto nível de atenção, o que para o nosso cérebro significa focar seus recursos mentais apenas naquela experiência. É por esse motivo que muitos jogadores perdem a noção do tempo e do ambiente ao seu redor.

Quando um indivíduo está altamente imerso em um meio, os estímulos ao qual ele se expõe passam a ter um impacto superior no seu inconsciente, por serem priorizados no processamento cerebral. Você já deve ter ouvido falar que experiências marcantes são capazes de fidelizar consumidores, certo? Os fãs de videogames desenvolvem uma relação a nível emocional com seus jogos preferidos, graças a toda estimulação sensorial que vivenciam e, por isso, é tão benéfico para as marcas se associarem a este mercado em ascensão. Além de todo envolvimento emocional positivo com este meio, um estudo publicado no Journal of Neuroscience demonstrou que jogos que permitem uma estimulação sensorial maior são capazes de melhorar a performance dos jogadores em tarefas de memória. Isso porquê esses jogos podem estimular a cognição e neuroplasticidade do hipocampo, área do cérebro altamente ligada aos processos de memorização. Ou seja, com uma estratégia eficiente é possível se associar a experiências muito positivas e que vão permanecer na memória do público!

É claro que para isso os anunciantes devem levar em consideração que em um setor de consumidores altamente fiéis, toda estratégia deve ser muito bem pensada para que a inserção publicitária ou o patrocínio se adapte àquela realidade.

Quer saber mais sobre o que a Neurociência é capaz de fazer nesse contexto? Entre em contato com um especialista!

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