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Um consumidor digital

Não existe mais novidade no fato de que a internet mudou completamente a maneira como vivemos o mundo, inclusive este tem sido um assunto muito abordado por aqui. Mas indo além do senso comum, diversos estudos comportamentais mostram que nossa relação com o digital está criando novos padrões de comportamento e se conectando com padrões já existentes na “vida real”. Você deve estar se perguntando “Arthur, o que você quer dizer com isso? ”, eu te respondo: nosso comportamento digital e nosso comportamento em “carne e osso” se influenciam todo o tempo.

E esse não deve ser um assunto que só interessa aos acadêmicos que trabalham com o comportamento humano! Por conta da intensa exposição que os internautas recebem de informações na internet, fica mais do que claro que as marcas que investem em marketing digital também devem entender a fundo sobre o assunto, para entender cada vez melhor como se comunicar com os seus consumidores.

Vamos a um exemplo prático do que estou dizendo, ok? Um estudo conduzido nos Estados Unidos mostrou que diferentes tipos de tela (nesse caso, dos aparelhos que usamos para nos conectarmos) podem aumentar a probabilidade e nossa disposição para adquirir um produto.

Uma das grandes diferenças entre nossa experiência online e off-line é justamente a pouca experiência sensorial que podemos ter através do digital (experiência esta que já é reconhecida pelo seu papel de influência no processo de decisão de compra). Por exemplo, diversas pesquisas já demonstraram que o simples fato de tocarmos em um produto nos torna mais dispostos a comprá-lo. A sensação de segurar o produto nas mãos gera o que é conhecido como sensação de propriedade, fazendo com que o consumidor “dê mais valor” ao produto por sentir que ele já é seu.

E embora ainda não seja possível tocar em um produto no meio online, existem estratégias que são capazes de trabalhar essa questão no digital. No estudo que mencionei acima os pesquisadores demonstraram que produtos exibidos nos devices móveis (como celulares e tablets) foram declarados como mais prováveis de serem adquiridos em comparação com os mesmos produtos sendo exibidos em telas de computadores de mesa. Parece louco, não é?

A experiência direta com uma tela touchscreen parece contribuir para a sensação de propriedade do produto, algo parecido com o que ocorre quando tocamos ele na vida real. O estudo ainda revelou que esse senso de propriedade foi visto de forma ainda mais forte quando o tablet ou celular eram do próprio participante.

O crescente uso dos dispositivos móveis, de redes sociais nesses dispositivos e do investimento em marketing digital, faz com que seja essencial que as marcas entendam essa nova esfera do comportamento do consumidor.

Para resumir, se atentar para detalhes como qual dispositivo seu consumidor usa mais, é apenas uma dentre tantas informações preciosas para construir uma relação cada vez mais próxima e eficaz com seu público. Invista no entendimento do comportamento do consumidor no digital!

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